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Cem anos em cinco mil palavras Durante um século de existência, as equipas e os atletas do Sporting conquistaram 50 medalhas de ouro olímpicas, mundiais ou continentais, além de numerosas distinções de prata e bronze no mesmo âmbito e dezenas de milhar de títulos nacionais e distritais. Poucos clubes do mundo poderão orgulhar-se de tantos êxitos, seguramente não há outro ao nível nacional. O Sporting é igualmente, a seguir ao Barcelona, o Clube com mais títulos europeus no conjunto das modalidades que pratica.
Nos dias da fundação, em 1906, José Alvalade profetizou o conhecido desejo de transformar o Sporting num «grande clube, tão grande como os maiores da Europa». Hoje, passado um século, é extraordinário registar a confiança manifestada desde logo por José Alvalade nos princípios, nos valores, na vocação ganhadora e no ambicioso espírito desportivo manifestado pelos fundadores. Ousando desbravar caminhos muito mal conhecidos quando o desporto, em Portugal, era ainda uma actividade incipiente, com características muito elitistas, os primeiros sportinguistas conseguiram fixar bem fundo as raízes de uma colectividade poderosíssima projectada ao nível mundial, como é hoje o Sporting. Além dos títulos, mais de três milhões de adeptos em todos os continentes, um número superior a 300 Núcleos, Filiais e Delegações e uma pujante dinâmica ganhadora demonstrada todos os dias falam por si.
Em Belas, a pré-história Tudo começou nos alvores tão românticos como turbulentos do século XX, em 1902, quando um grupo de jovens veraneantes em Belas, então um bucólico e ainda distante subúrbio de Lisboa, decidiram fundar um club e disputar um jogo de foot-ball (assim se designava a modalidade) em Seteais integrado nas festas populares de Sintra. Foi um jogo muito animado e com frequência considerada distinta – figuras da família real estiveram presentes – disputado entre o Sport Club de Belas, a designação que os desportistas em férias tinham dado à sua colectividade, e um grupo de Sintra. Vitória por 3-0 do Belas, no qual se destacavam os irmãos Gavazzo, Francisco e José Maria, entre outros desportistas de então, todos eles qualificados pela imprensa como “elementos de boas famílias”, como então se dizia. O Diário de Notícias informou sobre o acontecimento relatando que «num círculo compacto assistiam mais de quatro mil pessoas, cheias de animação e de interesse».
O Sport Club de Belas foi um sonho de Verão que se esfumou terminadas as férias, mas não morreu. O jogo em Sintra, realizado em 26 de Agosto de 1902, foi marco único; porém, os ideais que motivaram os intervenientes continuaram bem vivos. Os jovens veraneantes, pouco mais do que adolescentes, regressaram ao quotidiano lisboeta sonhando com os ecos dos sports no estrangeiro, principalmente França e Inglaterra, mantendo-se em contacto pois muitos deles partilhavam a área residencial do Campo Grande e frequentavam tertúlia na Pastelaria Bijou, que ainda hoje existe na Avenida da Liberdade. Foi aí que, quase dois anos depois da experiência de Belas, em 1904, os jovens amantes do desporto e do convívio ao ar livre decidiram voltar ao terreno e fundar o Campo Grande Football Club. Outros dos convivas daquele Verão de 1902 nos subúrbios tinham anteriormente metido mãos à obra e fundado o Clube Internacional de Futebol, o histórico CIF agora com as suas instalações em Monsanto.
A sede do Campo Grande Football Club ficou instalada num quarto do segundo andar do Solar dos Pinto da Cunha, edifício que continua a definir a esquina entre a Alameda das Linhas de Torres e o Campo Grande. Além dos irmãos Gavazzo, participaram na reunião fundadora o jovem José Holtreman Roquette (José Alvalade), José Stromp e outros entusiastas da prática desportiva. O Visconde de Alvalade, José Alfredo Holtreman, avô de José Alvalade, patriarca da família então já a caminho dos 70 anos, foi designado presidente, a título honorífico, pelo seu apoio desinteressado e a sua capacidade natural de entender e incentivar os anseios e espírito de iniciativa do neto e respectivos amigos.
Futebol, esgrima, ténis, corridas, saltos, festas sociais e piqueniques foram as principais actividades dinamizadas pelo novo clube durante os primeiros dois anos de existência.
A fundação Em 1906 os ambientes turvaram-se e gerou-se uma divisão entre os membros que defendiam uma colectividade vocacionada para festas e actividades de convívio social e outros que insistiam na dedicação à vertente desportiva. Explica Júlio de Araújo, mais tarde presidente do Sporting, historiando o processo da fundação, que «dia-a-dia se acentuavam duas tendências: a dos rapazes de Lisboa, que desejavam a sede na Baixa; outra, a dos do Campo Grande, que a pretendiam naquele local, como seria justo e aconselhável». Além disso, de acordo ainda com a narrativa de Júlio de Araújo, «o desentendimento prevaleceu não somente quanto à sede, mas também quanto à forma de ser do Clube, visto que os de Lisboa, ao contrário dos do Campo Grande, mais se interessavam pelas festas do que pelas práticas desportivas».
Da turbulência nasceu uma cisão. José Gavazzo demitiu-se, acompanhado por mais cerca de duas dezenas de membros. Um deles foi José Alvalade que, sem demora, anunciou: «Vou ter com o meu avô e ele me dará dinheiro para fazer outro Clube.»
Decisão que foi recompensada. O Visconde de Alvalade tutelou a criação do novo clube, depositou nas mãos do neto uma importante quantia em dinheiro, disponibilizou os terrenos para o campo de jogos na sua própria quinta – o Sporting ainda hoje continua a “morar” na mesma zona – e ficou como presidente da Direcção e como “Sócio Protector”. Foi então que o jovem José Alvalade, num rasgo de entusiasmo aliado ao êxito das suas iniciativas, mas que se revelou de grande visão histórica, proferiu o célebre voto: «Queremos que este Clube seja um grande clube, tão grande como os maiores da Europa.»
Em 14 de Abril de 1906 a recém-criada colectividade adoptou a designação provisória de Campo Grande Sporting Club. A 1 de Julho do mesmo ano, por sugestão de António Félix da Costa Júnior, passou a chamar-se Sporting Clube de Portugal. Em Julho de 1920, por proposta de Nuno Soares Júnior, a Assembleia Geral adoptou a data de 1 de Julho de 1906 como a da fundação oficial do Sporting. Foram 18 os fundadores a quem se deve essa enorme gesta que agora celebra um século.
Palmarés Nacional:
Campeonatos de Portugal (4) (17 participações, todas) 1922-23, 1933-34, 1935-36, 1937-38 (último Campeonato de Portugal, no ano seguinte a prova deu lugar à Taça de Portugal)
Campeonato Português (18) (73 participações, todas) 1940-41, 1942-43, 1946-47, 1947-48, 1948-49, 1950-51, 1951-52, 1952-53, 1953-54, 1957-58, 1961-62, 1965-66, 1969-70, 1973-74, 1979-80, 1981-82, 1999-00, 2001-02
Taça de Portugal (15) (68 participações, todas) 1940-41, 1944-45, 1945-46, 1947-48, 1953-54, 1962-63, 1970-71, 1972-73, 1973-74, 1977-78, 1981-82, 1994-95, 2001-02, 2006-07, 2007-08
Supertaça de Portugal (7) (8 participações) 1981/1982; 1986/1987; 1994/1995; 1999/2000; 2001/2002; 2006/2007; 2007/2008
Palmarés Internacional:
Taça das Taças: (1) 1963/64
Taça UEFA: - 1 vice-campeonato em 2004/05 Sporting 1 - 3 CSKA Moscovo, Estádio de Alvalade, 18 de Maio de 2005
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Interests
Favorite Books
- O meu primeiro golo - Livro para bebé SCP
- APRENDE E DIVERTE-TE COM OS 100 ANOS DO SPORTING
- ABC DO SPORTING
- Livro Caretas do Sporting
- Livro Liedson - A Minha História
- Bloco de Notas - Lazlo Boloni
- Livro 50 ANOS A RUGIR NA EUROPA
- Sporting Clube de Portugal - Uma história diferente
- SPORTING 100 FIGURAS
- Enciclopédia Fundamental do Sporting
- A Taça das Taças
- João Rocha - Uma vida
- Estórias d'Alvalade
- Almanaque do Sporting
- História Visual do Sporting C.P.
- Sporting - 100 Momentos
- Fotobiografia do Sporting Clube de Portugal
- Livro dos Craques
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Favorite Quote
- Se jogassem no céu, morria só para vos ir ver jogar!
- Até morrer Sporting Allez!!
- Por cada leão que caia, outro se levantará!
- Sporting, SEMPRE!
- Demasiados fiéis para desistir!
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hi5 Games
Alvalade hasn't played any games recently.
Journal
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No Estádio do Bonfim, o Sporting regressou à vitórias no Campeonato Nacional e Liedson voltou aos golos. O «31» abriu o activo aos quatro minutos e fechou a contagem aos 88.
Para a curta deslocação a Setúbal, Carlos Carvalhal colocou Izmailov no «onze» e deixou Postiga no banco, deixando Liedson sozinho na frente do ataque, apoiado por Matias ao centro e por Veloso e Izmailov nas alas.
O primeiro tempo começou praticamente com o primeiro golo do encontro. Logo aos quatro minutos, Matias Fernandez, com um passe em profundidade, rasgou por completo a linha de três centrais do Vitória e desmarcou Liedson que, com o pé direito, não deu hipóteses a Nuno Santos.
Após o golo, o Sporting «pegou» no jogo e não deixava a equipa da casa sair para o ataque, muito por culpa da pressão que Liedson, Matias, Veloso e Izmailov faziam no meio-campo sadino.
Só aos 19 minutos, e depois de algumas oportunidades perigosas junto da baliza de Nuno Santos é que a equipa de Setúbal criou perigo na área «leonina», mas Rui Patrício opôs-se da melhor maneira ao cabeceamento de Keita.
Com o passar do tempo, a qualidade do jogo foi decaindo e foi com satisfação que os poucos adeptos que se encontravam no Bonfim viram o intervalo a chegar.
Para o segundo tempo, Carvalhal colocou Pereirinha no lugar de Izmailov; foi precisamente o internacional sub-21 o primeiro a criar perigo, ao aparecer na cara de Nuno Santos, após uma excelente assistência de Moutinho, mas o remate saiu com pouca força e Zoro conseguiu tirar quase em cima da linha.
Seguiu-se uma pequena reacção do Vitória que, por intermédio de Djikiné quase chegou ao empate, mas Rui Patrício voltou a ser gigante, evitando o golo sadino.
Tal como no final do primeiro tempo, assistia-se a um mau jogo de futebol, com muitos passes errados e poucas jogadas de perigo. Só a partir do minuto 65, na sequência da expulsão de André Pinto, é que os «leões» voltaram a mandar no jogo; com mais espaço para sair para o ataque, as oportunidades de golo foram-se sucedendo, mas foi depois de um erro clamoroso de Nuno Santos que o «levezinho» voltou a marcar; à passagem do minuto 88, o árbitro assitente assinalou fora-de-jogo a Liedson, mas Elmano Santos mandou seguir; o ex-guarda-redes do Sporting não percebeu e quando passava a bola para que um companheiro apontasse o livre, Liedson interceptou e, sem ninguém na baliza não teve dificuldade em fazer o 2-0 e fechar a contagem.
Vitória justa dos «leões», num fraco jogo de futebol.
V. Setúbal, 0-Sporting, 2 12.ª jornada do Campeonato Nacional 2009-12-07 - Estádio do Bonfim, Setúbal Árbitro: Elmano Santos. Árbitros assistentes: Celso Pereira e Nelson Moniz. Ao intervalo: 0-1
V. Setúbal: Nuno Santos, Zarabi, Zoro, Rúben Lima, André Pinto, Alan, Zarabi, Sandro (Guilherme, 77 m), Álvaro Fernandez (Hélder Barbosa, 61 m), Djikiné, Luís Carlos (Lourenço, 77 m) e Keita. Treinador: Manuel Fernandes
Não utilizados: Mário Felgueiras, Collin, Regula e Rui Fonte. SPORTING: Rui Patrício, Abel, Carriço, Polga, Caneira, Adrien, João Moutinho, Izmailov (Pereirinha, 45 m), Matias Fernandez (Postiga, 70 m), Miguel Veloso e Liedson (Saleiro, 90 m). Treinador: Carlos Carvalhal Não utilizados: Ricardo Batista, Pedro Silva, Saleiro, Tonel e Grimi.
Disciplina: cartão amarelo a André Pinto (64 e 65 m), Zarabi (84 m) e Keita (90+2 m); cartão vermelho por acumulação a André Pinto (65 m). Golos: Liedson (4 e 88 m)
Texto: Francico Sá
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